Rota com Malu
A rota está sendo recalculada e nada melhor do que um filme tocante para colaborar nos rearranjos do percurso: Malu, de Pedro Freire, 2024, experimentado na noite de abertura do 19º Festival Aruanda em João Pessoa, brilha na minha mente com rememorações e projeções. Baseado em acontecimentos vividos, Malu nos conduz até o reencontro e o desatino intergeracional entre mulheres, avó, mãe e filha, que, no tempo do filme vão se conhecendo, encantando e enfrentando as mazelas que o patriarcado e o capitalismo impõem as mulheridades e suas existências. Malu, interpretada por Yara de Novaes, nos enreda em seus desejos revolucionários que não tem mais conexão com o tempo presente em tela, mas sim com um sentimento de mundo de um momento que não volta mais. No contato com Dona Lili, Joana e Tibira, Malu vai transparecendo suas contradições subjetivas que endurecem seu molejo teatral de outrora. Joana, interpretada por Carol Duarte, traz para seu corpo uma dor que enfrenta o paradoxo ...